Rituais e Ocultismo

sábado, 10 de dezembro de 2011

ENSAIOS COM AYAHUASCA - 2ª fase

Vêm aquelas perguntas: 
Será que é perigoso tomar ou participar de um ritual com Ayahuasca?Como será a minha experiência?Como ficarei após o ritual? Ficarei viciado?

Em relação ao ritual, dependerá muito de quem irá conduzir o ritual, qual a proposta da casa, dos seus membros, varia muito, pois o fator físico do local influenciará muito de quem estará participando da experiência, ainda se for na 1ª vez.

Em relação à experiência com a Ayahuasca, digo que é muito segura, sendo que no pior dos casos, você sairá do mesmo modo que entrou, ainda sabendo que todo o mal que existe em você, tudo o que acha desnecessário provém de uma única fonte, sua mente.
Pode haver experiências com o céu ou o inferno, nunca esquecendo que tudo isso é fabricado e manipulado por sua mente, é ela a criadora de tudo isso.

O que precisa ser feito é fugir do jogo do ego, ele vai fazer com que você se agarre a esse jogo, pois está se sentindo ameaçado pelo ego-perda.
A pessoa na experiência em rituais com Ayahuasca tem que manter a fé e a confiança no potencial do seu próprio cérebro, pois é um processo de bilhões de anos.

Tem que ter consciência de uma coisa, o cérebro se complica devido ao ego estar preso a você.
Quando estiver sentindo alguma ameaça (ego) no ritual, lembre de alguma coisa que lhe traga segurança como:
Uma pessoa de respeito, um amigo de confiança para que seja um referencial de proteção, será seu acompanhante na experiência.
Confie no seu Buda interior, sua divindade, também no seu cérebro e em seus companheiros.
Outra maneira correta é apaziguar a mente, relaxar e seguir a experiência, se entregar totalmente, esse é um dos princípios mais importantes, é o inicio do caminho para a Iluminação.

A preparação para o ritual é um processo muito importante para que seja alcançado o que foi proposto para a experiência.
Quando a pessoa é preparada, logo no inicio da experiência ela é conduzida ao estado de êxtase, não entrando no jogo do ego, entrando em estado de revelação profunda.
Quando não esta preparada, tudo irá distrair, todo o externo fica amplificado, a pessoa se verá caindo, nesse momento o condutor do ritual atento a isso tentara recuperar o estado de Libertação da pessoa.

Nesse caso a Libertação não implica a Libertação do Nirvana, mas a Libertação do fluxo vital do ego, para oferecer a maior consciência possível e um bom renascimento.
Para a pessoa experiente será eficiente o processo Esotérico de Transferência, no caso como Ioga, Ensinamentos Tibetanos, etc., isso irá prevenir a quebra de fluxo da corrente de consciência quando irá acontecer a ego-perda no momento do renascimento consciente.

O lado Esotérico irá indicar as praticas do estado de ego-perda, isso irá trazer as habilidades para manter um êxtase de não ego (não jogos), sendo que na experiência as pessoas participantes precisarão estar treinadas em concentração mental, de tal maneira que serão capazes de controlar todas as funções mentais e ignorar as distrações do mundo exterior.

O CONCEITO DE PROJEÇÃO

Não apenas as coléricas, mas também as deidades pacificas são concebidas como projeções da psique humana, uma idéia que parece demasiado óbvia faz com que se lembre de suas próprias simplificações banais.
As deidades podem ser facilmente explicadas como sendo projeções, mas sendo difícil entende-las como reais ao mesmo tempo.

A ARTE DE MORRER
A Arte de Morrer é tão importante quanto a Arte de Viver ou de Vir à Vida.
O futuro do ser é dependente, talvez inteiramente de uma morte altamente controlada, a Arte de Reencarnar.

A Arte de Morrer, como indicado pelo rito de morte associado à Iniciação nos Mistérios da Antiguidade, foi citado por Apuleius (grande filósofo platônico), muito bem entendido pelos povos antigos que habitavam os países mediterrâneos do que agora por seus descendentes na Europa e nas Américas.

E o que isso tem haver?
Para aqueles que passaram pela experiência secreta de morte e pré-mortem, a morte é justamente uma iniciação, conferindo, assim como faz o rito iniciatório de morte, o poder de controlar conscientemente o processo de morte e regeneração (Evans-Wentz).
O segredo já não está mais oculto: “a arte de morrer é tão importante quanto à arte de viver.”

Tudo isso está ligado à expansão da consciência, tenho que salientar a Psicologia Oriental, pois ela nos oferece uma longa história de observação detalhada e sistematização da extensão da consciência humana juntamente com uma vasta literatura de métodos práticos de controle e modificação da consciência.

Os intelectuais ocidentais tendem a desprezar a psicologia oriental. As teorias da consciência são vistas como ocultas e místicas.

Os métodos de investigar a consciência variam como, meditação, ioga, retiro monástico e privação sensorial, e são vistos como alheio à investigação cientifica.
Os psicólogos do oriente encontraram aplicações práticas na organização do estado, na organização da vida diária e da família.

Teorias filosóficas orientais de quatro mil anos atrás se adaptam facilmente às mais recentes descobertas da física nuclear, bioquímica, genética e astronomia.
Uma das maiores tarefas da psicologia atual – oriental ou ocidental – é construir uma estrutura de referência, grande o bastante para incorporar as recentes descobertas das ciências da energia numa descrição revisada do homem.

Em estados de consciência expandida em rituais com Ayahuasca tudo isso vem à tona, sem censura, é uma abertura do Universo que é nosso cérebro ainda não compreendido, sem limites e sem barreiras.

O conceito de morte física real foi uma fachada esotérica adotada para se adaptar aos preconceitos, o principio de tudo isso é como perder o ego, como introduzir a personalidade em novos reinos de consciência; e como evitar os processos limitantes involuntários do ego; como fazer com que a experiência de expansão da consciência permaneça na vida diária subseqüente.

A INICIAÇÃO DO VIVO

Tem que ser lembrado ao morto – (ego-perda) a lembrança da experiência e de sua iniciação e os ensinamentos passados, a iniciação do vivo foi uma preparação para o Além.
Na iniciação do vivo, entretanto, este Além não é um mundo além da morte, mas uma inversão dos propósitos da mente e da perspectiva, um Além psicológico ou, em termos Cristãos, uma “redenção das mazelas do mundo e dos pecados.
Redenção é uma separação e entrega de uma condição anterior de escuridão e inconsciência, e leva a uma condição de Iluminação e Liberação a vitoria e transcendência de tudo o que é dado.
É um processo de iniciação cuja proposta é restaurar a alma a divindade perdida com o nascimento.

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