INCONSCIENTE COLETIVO
Jung descreveu dois da mente inconsciente.
Um pouco abaixo da consciência estaria o "inconsciente pessoal", contendo as lembranças, os impulsos, os desejos, as percepções indistintas e outras experiências da vida do indivíduo suprimidas ou esquecidas.
O inconsciente pessoal não é muito profundo e os incidentes ali armazenados podem facilmente traduzidos para o nível consciente.
As experiências do inconsciente pessoal são agrupadas em complexos, ou seja, em padrões de emoções e de lembranças com temas comuns.
O indivíduo manifesta um complexo devido à preocupação com alguma idéia (com a inferioridade ou a superioridade) que, por sua vez, influencia o comportamento. Portanto, o complexo consiste basicamente em personalidade menor dentro da personalidade total.
Em um nível abaixo do inconsciente pessoal estaria o "inconsciente coletivo", desconhecido para o indivíduo.
Nele estariam armazenadas as experiências acumuladas das gerações anteriores, inclusive dos nossos ancestrais animais.
Essas experiências universais e evolutivas formam a base da personalidade.
Todavia observe que as experiências contidas no inconsciente coletivo são inconscientes.
O indivíduo não está ciente delas nem se lembra ou as tem em imagens, assim como ocorre com as experiências contidas no inconsciente pessoal.
Inconsciente pessoal: local onde se armazena o que em algum momento foi consciente, mas que foi esquecido ou suprimido.
Inconsciente coletivo: nível mais profundo da psique que contém as experiências herdadas das espécies humanas e pré-humanas.
As tendências herdadas, armazenadas dentro do inconsciente coletivo, são denominadas "arquétipos" e consistem em determinantes inatos da vida mental, que levam indivíduo a comportar-se de modo semelhante aos ancestrais que enfrentaram situações similares.
A experiência do arquétipo normalmente se concretiza na forma de emoções associadas aos acontecimentos importantes da vida, tais como o nascimento, a adolescência, o casamento e a morte, ou as reações diante de um perigo externo.
Jung referia-se aos arquétipos como as "divindades" do inconsciente (Noll, 1997).

Nenhum comentário:
Postar um comentário